Painel Internacional do Reino Unido no Global Summit tem apoio do governo britânico e debate as lições da transformação digital

Artigo Painel Internacional do Reino Unido no Global Summit tem apoio do governo britânico e debate as lições da transformação digital
Data:

17/09/2021

UK Government acredita na parceria para a troca de conhecimento e experiências sobre o ecossistema de saúde e ciências da vida e discussão dos desafios e das lições após a pandemia de Covid-19

A 3ª edição do Global Summit Telemedicine & Digital Health, que será de 9 a 12 de novembro, em formato virtual, está sendo chancelada por importantes entidades de saúde nacionais e internacionais, dentre elas o UK Government e sua representação Life Sciences Organization (LSO) no Brasil e América Latina. A LSO é um hub mais amplo de saúde, ciências da vida e bioeconomia dentro do governo do Reino Unido, que cobre  todo o espectro de biotecnologia industrial por meio da pesquisa biomédica e da prestação de serviços de saúde e suas cadeias de suprimentos.

“ A representação do governo do Reino Unido no Brasil vem priorizando projetos e iniciativas em ciências da vida e saúde e há grande entusiasmo em compartilhar com este país o conhecimento e as experiências observadas no território inglês. Além disso, dadas as experiências bem-sucedidas em diversas áreas, também queremos aprender com os sistemas brasileiros”, explica Arly Belas, líder para Saúde e Ciências da Vida – Brasil e América Latina, do Departamento de Comércio Internacional (DIT), do UK Government.

Apoiando institucionalmente o Global Summit pela primeira vez, Belas ressalta que o a expectativa é que a terceira edição do evento promova uma grande troca de conhecimento e experiências entre os palestrantes e a audiência, fomentando debates e a busca por soluções inovadoras para problemas enfrentados no setor de saúde do Brasil e no Reino Unido.

 “A saúde digital significa que podemos coletar e analisar dados para prever doenças e intervir mais rápido. Médicos podem ter acesso às anotações do paciente quando precisam tomar melhores decisões. Os pacientes podem ser atendidos por profissionais médicos sem precisar se deslocar, permitindo que os cidadãos se instruam sobre sua saúde e bem-estar. Com soluções de saúde digital, podemos utilizar máquinas para fazer tarefas básicas e liberar pessoal qualificado para cuidar de pacientes. Isso significa que podemos fazer muito mais com menos. O Global Summit, enquanto importante evento na área acontecendo no Brasil, permite que sejam debatidos os desafios e as lições no processo de transformação digital, sobretudo após a pandemia de Covid-19”, destaca Belas.

O Painel Internacional Transformação da Saúde Digital no Reino Unido: Lições do Reino Unido (Internacional Panel United Kingdom Digital Health Transformation: Lesson from UK) contará com a participação de importantes e renomados especialistas.  

Entre os palestrantes deste painel estão: Iain O’Neil, diretor de Transformação Digital da NHSX, que fará a palestra “Desenhando tecnologia para adoção em saúde” (“Designing technology for adoption in health”); Sultan Mahmud, diretor de Saúde da British Telecom, que apresentará “Inovação: perspectivas do NHS e do mercado digital” (“Innovation: perpectives from the NHS and the digital market”);  Rachel Murphy, chefe-executiva da Difrent, que vai abordar “Mantendo os ususários no centro da transformação” (“Keeping users at the heart of transformation”); e Yara Safi, diretora de Contas Internacionais da Intouch with Health, que vai falar sobre “Transformação rápida da saúde digital – O crescimento das consultas virtuais” (“Rapid digital health transformation – The growth of virtual consultations”).

O Global Summit Telemedicine & Digital Health é uma iniciativa da Associação Paulista de Medicina (APM), em parceria com Transamérica Expo Center, e, devido sua relevância, é considerado um catalisador para todo esse ecossistema, criando e descobrindo horizontes para a saúde.

Governança e lições da Covid

Também é do Reino Unido o conferencista Peter Bannister, presidente executivo do setor de Assistência à Saúde do The Institution of Engineering and Technology  e vice-presidente de Ciências da Vida da Ada Health, que vai falar na 3ª edição do Global Summit sobre “Governança em Saúde Digital: Lições Globais da Covid” (“Governance in Digital Health: Global Lessons from Covid”).

Com vasta experiência comercial e operacional nos setores de dispositivos médicos e ciências da vida, tendo contribuído significativamente para o desenvolvimento de negócios e inovação de diversas organizações globais nas áreas de cirurgia, imagem e saúde digital, incluindo soluções clínicas que alavancam tecnologias de inteligência artificial, tais como machine learning, Bannister comenta que o debate sobre a governança futura da saúde digital é importante, pois é um tópico complexo que inclui legislação de proteção de dados, regulamentação de dispositivos médicos, bem como diretrizes clínicas e estruturas de aquisição.

“O conceito de que a saúde digital foi aperfeiçoada durante a Covid, bem como a ideia de que tudo será revertido após a pandemia, são imprecisos. O futuro da saúde e da assistência social, supostamente por meio de soluções digitais integradas de saúde, exigirá uma colaboração intersetorial focada”, afirma o diretor.

Ele explica que a saúde digital – especificamente o uso de dados do paciente para melhorar os resultados da saúde – é uma parte importante da estratégia de saúde no Reino Unido, apoiada pela Estratégia de Ciências da Vida do Governo do Reino Unido, R&D Roadmap e organizações como NHSX e Health Data Research UK.

Também existem muitos provedores que são necessários para habilitar a telemedicina e a saúde digital em todas as configurações regionais e globais. A Ada Health, segundo Bannister, é um grande exemplo de tecnologia de inteligência artificial sendo implantada em muitos países e idiomas para aumentar a oferta de saúde, que os médicos podem alcançar mais pacientes com um nível mais alto de consistência, juntamente com uma maior capacidade de identificar doenças raras.

“O conhecimento que se acumula sobre o paciente individual é essencial para alcançar a economia de eficiência que a saúde digital deve proporcionar para ser considerada um sucesso”, destaca o especialista.

Para o presidente executivo do setor de Assistência à Saúde do The Institution of Engineering and Technology, a telemedicina é muito mais do que consultas remotas por videoconferência. Como adianta sobre a conferência que irá fazer no Global Summit, quando devidamente implementada, aumenta o acesso aos profissionais de saúde e coloca o paciente no controle de seu próprio cuidado.

Mas alerta: “A igualdade na saúde deve ser considerada desde o início para garantir que as pessoas, dados, software, hardware e sistemas estejam todos trabalhando juntos para o mesmo objetivo”, pontua Bannister.

Confira a programação da 3ª edição do Global Summit Telemedicine & Digital Health no site do evento.

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