5G e IoMT transformam o presente e o futuro da saúde

Artigo 5G e IoMT transformam o presente e o futuro da saúde
Data:

12/11/2021

Com as inúmeras possibilidades que se abrem com a chegada da nova tecnologia no Brasil, o foco deve seguir na utilização de dados, inteligência artificial, monitoramento remoto e outras soluções para empoderar cada vez mais resultados melhores para os pacientes e para o setor de saúde como todo  

O tão aguardado 5G e as inúmeras possibilidades na saúde, como a inteligência artificial, a Internet das Coisas Médica (IoMT) e o Monitoramento Remoto, que podem ser potencializadas com a sua chegada no Brasil, foram tema do painel moderado por Gustavo Kuster, CEO Neomed, nesta última manhã de Global Summit 2021. A discussão contou com a  participação de Leonardo Capdeville, CTIO TIM; Rogério Boros, Diretor Industrial da Saúde Microsoft Brasil; Fernando Paiva, Diretor Executivo de Transformação Digital; e Daniel Santos, Diretor Técnico & Co-Fundador Sinapse. 

A aplicação da IoMT está crescendo na jornada do paciente, conseguindo atuar e conectar vários pontos e estágios, desde a ambulância, passando pelos hospitais, até os cuidados em casa. Por sua elevada capacidade de gerar dados é uma alavanca na transformação do ecossistema da saúde, permitindo colocar o paciente no centro do cuidado. Junto à inteligência artificial, há um trabalho que vem sendo feito pelos players de preparar as tecnologias para esse cenário com interoperabilidade, disponibilidade e segurança, e o próprio 5G, a IoMT ajudará a garantir a consolidação do que vem sendo chamado dos hospitais sem paredes ou digitais. 

Durante o painel, ficou evidente que o telemonitoramento de centros cirúrgicos, wearables, monitoramento remoto de pacientes pediátricos, telemonitorização de pacientes em UTIs não são tecnologias do futuro e sim do passado. Hospitais que ainda não estão engajados em iniciativas de telessaúde podem ser considerados em déficit com a sociedade.   A importância do monitoramento à distância e da interconsulta é crucial para ampliar o alcance e o acesso aos especialistas em regiões mais carentes e remotas, como também para mudar condutas, ter um tempo de resposta superior em casos nos quais  segundos podem salvar vidas, e identificando intercorrências, por exemplo. 

Já a inteligência artificial, ao contrário do que muitos dizem, não surge para substituir os profissionais de saúde, mas sim para apoiar e empoderar o médico, aumentando a precisão do diagnóstico e gerando muita inovação no futuro. Ela pode ajudar a identificar por voz quando o paciente fala um sintoma, o que aquilo pode ser, por exemplo. Além disso, da mesma forma, como o exame radiológico foi uma revolução para o diagnóstico, a holografia será a grande revolução na cirurgia, não só por propiciar menos custos, como menores riscos e melhor resultado para o paciente.  

O que estará por trás disso tudo 

A necessidade de ter uma infraestrutura com capacidade computacional em nuvem para garantir a disponibilidade e ter um padrão mundial para ter um modelo comum de dados e, dessa forma, construir a inovação com privacidade e segurança dos dados são pontos primordiais. 

Também foi unânime entre os participantes que será o 5G que conseguirá viabilizar todas essas conexões. A tecnologia estará presente em todas as capitais do Brasil e no Distrito Federal até julho 2022 e pelo cronograma terá a cobertura gradualmente expandida para os municípios até 2029. 

Com o 5G tudo o poderá ser conectado em um hospital. Graças a latência, velocidade de conexão e capacidade de  conectar até 1 milhão de dispositivos por metro quadrado será possível realizar cirurgias remotas, o uso de robôs para inúmeras atividades, realidade aumentada, etc. Em suma, trata-se da revolução mais importante desde a criação da internet e que ajudará a responder aos inúmeros desafios da saúde no Brasil. 

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