Debate ressaltou integração da medicina com a computação

Artigo Debate ressaltou integração da medicina com a computação
Data:

12/11/2021

Tecnologia e comunicação pautaram palestrantes internacionais no último dia de Global Summit

O último dia de Global Summit Telemedicine e Digital Health proporcionou aos telespectadores importante debate durante o painel internacional “Artificial Intelligence in Health”. O encontro reuniu profissionais das áreas da medicina e ciências da computação. 

Niklas Lidströmer, Specialist Physician da Suécia e moderador da discussão, iniciou falando sobre o nível de relevância da ligação entre a medicina e a matemática, entregando para Yonina C. Eldar, professora de engenharia elétrica de Israel. “Nós temos visto cada vez mais programas e matérias sobre ciências da computação e matemática, para os médicos. Isso é importante, pois precisamos entender a linguagem um do outro, formando grupos para um futuro melhor”, disse Yonina.

Emeritus Bart M. ter Haar Romeny, professor de análise de imagem biomedicinal, emendou elevando a importância de um sistema 50/50, levando a medicina para o profissional da computação, bem como a inteligência artificial para o médico. “Precisamos trabalhar com a comunicação mútua. Você pergunta para um cientista da computação, o que é uma célula de retina e ele nunca ouviu sobre o termo. Devemos iniciar um programa com 50% de aulas e ensinamentos sobre computação e matemática, e 50% sobre medicina”.

Eric Herlenius, professor de pediatria,  apresentou seu ponto de vista, lembrando sobre o acúmulo de informação que ambas áreas possuem. “A quantidade de informação que temos, nos leva a necessidade de contratar pessoas que tenham habilidades médicas e computacionais juntas, trabalhando de maneira híbrida. A fusão das áreas seria essencial, para ajudar as ciências de saúde. Existe grande possibilidade de o futuro ser fantástico, mas precisa de colaboração entre as áreas”. 

Yonina ressaltou também sobre o risco de cientistas de computação utilizarem a inteligência artificial de maneira equivocada e não apenas os médicos. “Precisamos de uma colaboração muito forte, com trabalho junto, melhorando o algoritmo. O profissional em computação pega o melhor do médico, e insere no projeto, pois os médicos sabem explicar melhor os resultados”.

Na palestra sobre a “Inteligência Artificial e seus próximos passos no mundo da tecnologia”, Romeno garantiu que o público pode aprender um pouco mais sobre o futuro da computação e medicina, assim como a visão da saúde, sobre a inteligência artificial. “O mundo está evoluindo com a tecnologia a níveis jamais imaginados. O simples fato de podermos analisar dados de pacientes e radiografias é fantástico. A parceria entre inteligência da informação e medicina também está em desenvolvimento, grande exemplo é meu projeto intitulado ‘The Retina Check’, com o intuito de encontrar danos severos nos olhos de pacientes com diabetes, através de vídeo”.

Ele ressaltou ainda sobre a visão dos profissionais da medicina em relação a tantas máquinas e projetos surgindo a curto prazo. “Houve um estudo feito na Holanda com 1000 radiologistas e 48% estava aberto a aprender mais sobre inteligência artificial, enquanto 38% estavam com medo de ser substituídos. Esses números nos fazem pensar se os avanços podem influenciar na aceitação dos médicos sobre a tecnologia em seu ambiente de trabalho”.

Herlenius abordou a “Perspectiva do médico e do paciente acerca da inteligência artificial e a medicina” e reforçou a necessidade de comunicação entre a comunidade médica e computacional, além de ressaltar a preocupação entre instituições de ensino e grandes empresas que atuam auxiliando nos materiais tecnológicos para as equipes médicas. “Ao tratar de parcerias entre hospitais, laboratórios e empresas de tecnologia, devemos fornecer dados muitas vezes sigilosos. Alguns números não podem ser disponibilizados, porém, são de suma importância para o desenvolvimento de aplicativos e ‘softwares’ hospitalares. O cuidado é essencial e o trabalho presencial em conjunto podem auxiliar nesse processo que merece atenção e cuidado” finalizou.

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