Especialistas mostraram panorama sobre as experiências empreendidas na área de saúde digital na Alemanha

Artigo Especialistas mostraram panorama sobre as experiências empreendidas na área de saúde digital na Alemanha
Data:

12/11/2021

Palestras do painel internacional sobre a Alemanha abordaram os desafios para o desenvolvimento da saúde digital e alternativas tecnológicas para ajudar médicos e pacientes

O painel internacional com experiências da Alemanha, realizado nesta manhã, 12 de novembro, último dia do Global Summit Telemedicine & Digital Health 2021, contou com os especialistas Andreas Keck, fundador da SYTE, que além de moderar o painel fez a palestra “Saúde Digital como condutor de jogos para implantes elétricos”; Falko Schmid, diretor de saúde digital do Hospital da Universidade de Düsseldorf, que falou sobre “Medicina Digital na Alemanha”; Oliver Bailey, consultor Líder Sênior do Syte – Instituto de Estratégia para Saúde Digital, que apresentou as “Novas Perspectivas na Adesão a Medicamentos por meio da Saúde Digital”; e Dietrich Baumgart, diretor da Preventicum – Centro de Medicina Especializada, que abordou o tema “Medicina Preventiva – Como a Saúde Digital Pode Apoiar”.

Os especialistas mostraram um panorama sobre as experiências empreendidas na área de saúde digital na Alemanha. Falko Schmid, por exemplo, especialista em engenharia computacional discorreu sobre o desenvolvimento de sistemas para o setor de medicina digital. Ele abordou como é feito o atendimento das demandas digitais clínicas que derivam dos trabalhos efetuados pelo Departamento de Cirurgia Cardiovascular do hospital universitário, em Düsseldorf.

“Desde o início buscamos uma abordagem interdisciplinar e temos uma formação de informática muito forte que auxilia nossa equipe a trabalhar integrada com o Departamento de Cirurgia Cardíaca. Assim conseguimos atender as necessidades clínicas reais através da medicina digital”, conta.

Entre os projetos comentados Falko destacou que os dispositivos para melhorar o atendimento na saúde digital são trabalhados com pilares que abrangem a educação de cientistas, dos integrantes da equipe médica futura, dos clínicos, tentando envolvê-los em ferramentas de comunicação e monitoramento que se moldam continuamente e são mudados para atender as necessidades do momento no setor de cardiologia.

“O método melhora a comunicação com os médicos e os pacientes, bem como os sistemas de assistências no tratamento. É um ciclo de apoio digital que visa, sobretudo, aumentar a qualidade da saúde dos pacientes”, afirma Falko Schmid.

O atendimento de forma holística, que vai além dos muros do hospital, foi o foco da apresentação de Oliver Bailey que mostrou ações de engajamento para aumentar a aderência das medicações por parte dos pacientes em suas residências. “É um trabalho conjunto com diversos setores, entre os quais desenvolvedores de tecnologias de dados para apoiar e ampliar o uso da medicação”, declarou.

Segundo Oliver, muitos pacientes estão adotando as tecnologias digitais e esperam esses serviços holísticos para atender às suas necessidades de saúde e melhoria dos desfechos clínicos. “A evolução desses processos de integração digital está valorizando a medicina personalizada e incentivando a aderência à medicação. É uma oportunidade de negócio significativa que está estimada em mais de US$ 600 bilhões por ano, especialmente com o cenário global de pandemia”, destaca.

Lembrando as diferentes perspectivas que abrangem a medicina digital em nível mundial, Dietrich Baumgart, ponderou sobre alguns aspectos na forma como a saúde digital é conduzida na Alemanha, que envolvem os receios que ainda são alimentados pelos pacientes nesse setor em termos de gerenciamento de dados e o fato de que existe a preocupação por parte das equipes médicas de que a saúde digital pode deixá-los fora do mercado.

“É importante discutir essas ideias sobre a saúde digital e seus desafios, uma vez que estamos interessados em atingir um objetivo de alta precisão, sendo que até agora o médico, ou seja, o fator humano, é um ator decisivo na tomada de decisão e ele depende da análise dos dados para definir as estratégias no tratamento de saúde dos pacientes”, observou.

Em sua opinião, Baumgart salienta que estamos enfrentando um desenvolvimento tecnológico cada vez maior, a demanda para a precisão das informações aumenta e nem todos os médicos e pacientes conseguem gerir o volume de informações porque estão passando por um “tsunami” de dados. “Por isso, nosso objetivo tem que ser estratificar esses dados para que possa, de fato, auxiliar os envolvidos a tomar uma decisão mais assertiva”, avalia.

Por conta dos avanços tecnológicos, o especialista acredita que os médicos do futuro vão depender mais do apoio técnico computacional. “Apesar da Inteligência Artificial, vai ser necessária uma adaptação de toda a cadeia da saúde e, especialmente, dos médicos, que são essenciais para as tomadas de decisão”, observou.

Ele enumerou fatores que envolvem os desafios da medicina digital e alternativas que estão sendo apresentadas em vários projetos para melhorar todo o processo na Alemanha.

O painel foi concluído com a palestra de Andreas Keck que mostrou projetos desenvolvidos no setor de implantes elétricos.

O 3º Global Summit Telemedicine & Digital Health foi realizado pela Associação Paulista de Medicina  (APM), em parceria com o Transamérica Expo Center, entre os dias 9 e 12 de novembro.

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