Inteligência artificial auxilia no diagnóstico precoce de câncer e personaliza os cuidados

Artigo Inteligência artificial auxilia no diagnóstico precoce de câncer e personaliza os  cuidados
Data:

22/10/2021

Nova tecnologia de patrocinadora do Global Summit cria solução para aprimorar exames e tratamento oncológico

O diagnóstico precoce de câncer aumenta as chances de cura, reduz custos e, em muitos casos, evita tratamentos mais agressivos ao organismo, possibilitando uma maior qualidade de vida do paciente. 

Uma importante aliada dos médicos nesse tipo de atendimento é a inteligência artificial (IA). Essa ferramenta tem ajudado os profissionais a identificar a doença com mais celeridade e precisão. E já que estamos em outubro, histórico mês de conscientização mundial para controle do câncer de mama, com a campanha Outubro Rosa – compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença e contribuir para a redução da mortalidade são fundamentais.

Um dos principais desafios no combate ao câncer no Brasil diz respeito à dificuldade de acesso ao diagnóstico e tratamento precoce da doença. De acordo com o Datasus, o câncer é a segunda doença que mais mata no Brasil. O tempo médio para diagnosticar a enfermidade no país é muito alto, cerca de 270 dias, segundo a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama). Muitas pessoas descobrem o câncer já nos estágios três e quatro, que são muito avançados.

Quanto mais tarde a descoberta do nódulo, menor a chance da paciente de cura e mais invasivo o tratamento se torna. Dependendo do tipo e grau do tumor, o quadro também aumenta as sessões de quimioterapia e radioterapia e, em alguns casos, com maior probabilidades de mastectomia.

E a inteligência artificial pode ser o grande divisor de águas neste século no diagnóstico do câncer. Essa tecnologia pode aumentar a precisão, economizar tempo e melhorar a sobrevida do paciente, pois entrega uma leitura dos dados de forma segura e rápida, o que é imprescindível nos diagnósticos de câncer de mama. 

Segundo Elizabeth Rocha Fernandes, head of Product Management da Portal Telemedicina – patrocinadora da 3ª edição do Global Summit Telemedicine &Digital Health, que será de 9 a 12 de novembro, em formato virtual, promovido pela Associação Paulista de Medicina (APM), em parceria com o Transamerica Expo Center –, o uso da IA serve como apoio ao diagnóstico médico, uma vez que os algoritmos indicam onde há lesões, além de possibilitar achados milimétricos, que vai além da percepção humana, para dar suporte ao oncologista em sua análise médica e diagnóstico.

A empresa realizou  um estudo, em parceria com a Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, e o Instituto Eldorado, que oportunizou progredir a passos largos nos processos para a detecção precoce e acompanhamento de câncer no país, viabilizando o atendimento dos pacientes em tempo hábil.

“Nossa solução desenvolvida através do estudo utiliza inteligência artificial para detectar nódulos cancerígenos em exames de imagem, normalmente feitos no Brasil para investigar outras doenças ou durante exames de rotina. Com a aplicação de IA na realização de exames radiológicos torna-se possível ampliar a rastreabilidade na detecção precoce de casos assintomáticos e no acompanhamento de tratamento”, explica Elizabeth.

Ela comenta que a aplicação da IA passa pela plataforma de laudos que a Portal Telemedicina comercializa para clínicas, hospitais e unidades de saúde públicas e privadas. A unidade de saúde realiza os exames em aparelhos integrados com o software da empresa e os resultados são criptografados e enviados automaticamente para o da Portal sistema.

“Os médicos então recebem e laudam os exames com o suporte da IA que, entre outros apontamentos, realiza uma triagem identificando quais os exames que precisam de prioridade e de um olhar mais apurado do médico. É nessa etapa também que ocorre a detecção desses nódulos. Todo o processo torna-se dez vezes mais ágil após a aplicação da solução”, destaca a head of Product Management da Portal Telemedicina.

A solução desenvolvida pela patrocinadora do GS 2021 pode ser integrada a qualquer equipamento de Raio-X ou tomografia computadorizada;  capaz de detectar nódulos milimétricos, difíceis de serem vistos a olho nu; e indica para o médico pontos que precisam ser analisados com mais critério por terem alguma alteração nesses exames.  Dessa forma, ela serve como grande auxiliar para a detecção de câncer em estágio inicial.

“O objetivo da plataforma é servir de suporte aos médicos para agilizar o tempo de diagnóstico e a tomada de decisões durante o tratamento da doença e, também, busca reduzir o erro médico por meio da segunda opinião médica. Sempre que há divergência entre a avaliação do primeiro profissional e os apontamentos da IA, o sistema envia o mesmo exame para outro profissional para uma segunda opinião”, salienta Elizabeth.

Ampliação do atendimento

Para aprimorar o suporte no acompanhamento de pacientes oncológicos em tratamento, a Portal Telemedicina prevê o uso da IA na avaliação Recist (Response Evaluation Crieteria in Solid Tumors), que consiste na análise de diversos exames do paciente desde o início do tratamento, bem como na comparação entre eles para avaliar se os nódulos estão aumentando ou reduzindo de tamanho.

É um trabalho minucioso e, além de despender muito tempo dos profissionais, há poucos médicos especializados nessa técnica. Por isso, essa metodologia é aplicada somente em pesquisa clínica, podendo causar atrasos na verificação da efetividade do tratamento oncológico.

“Estamos desenvolvendo nossa inteligência artificial para automatizar essa metodologia em exames de raio-x e tomografia. O modelo para exames de raio-x tem um potencial de impacto na saúde coletiva muito maior do que a detecção feita em exames de tomografia, uma vez que até mesmo pequenas e micro clínicas podem adquirir o equipamento. Com isso, pretendemos estender o uso da metodologia e a aplicação em um exame mais barato, o que vai permitir que clínicas e hospitais atendam um número maior de pacientes e de forma mais ágil”, destaca Elizabeth.

Para ela, a pandemia de Covid-19 acelerou e regulamentou algumas práticas já existentes, como a telemedicina e a teleconsulta, o que trouxe segurança e melhores ferramentas para o médico e o paciente e, também, foi fundamental para o acompanhamento inclusive do paciente oncológico durante a pandemia.

“O contato através da tecnologia aproxima médico e traz mais conforto ao paciente, principalmente em um tratamento oncológico que é um momento tão difícil e em que é importante reduzir a exposição desnecessária em hospitais e clínicas médicas. Assim, as dúvidas podem ser rapidamente esclarecidas e pequenos problemas prontamente solucionados sem necessidade de deslocamento e sem expor o paciente”, observa a head of Product Management da Portal Telemedicina.

Elizabeth Fernandes vê no Global Summit  uma excelente oportunidade para analisar o quanto o mercado de health techs está crescendo e conhecer outras soluções inovadoras que farão a diferença para a saúde mundial nos próximos anos.

“O networking entre médicos, diretores de hospitais, lideranças públicas e da área de tecnologia é fundamental para a evolução da saúde digital, e é um excelente momento para expansão de parcerias de pesquisa e para desenvolvermos novas relações visando atingir o objetivo de levar acesso à medicina de qualidade a todos”, conclui a especialista.

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