Saúde digital e telemedicina têm papel fundamental para ampliar o acesso e garantir a equidade no uso de recursos

Artigo Saúde digital e telemedicina têm papel fundamental para ampliar o acesso e garantir a equidade no uso de recursos
Data:

22/10/2021

Para Edgar Rizzatti, palestrante do Global Summit, a inteligência artificial pode fazer parte da realidade de qualquer empresa do setor e beneficiar pacientes e médicos

Com a revolução digital e a biotecnológica em curso, as novas tecnologias têm sido grandes habilitadoras da inovação, permitindo o ecossistema da saúde avançar de forma cada vez mais acelerada, como aconteceu na pandemia de Covid-19, com o desenvolvimento de vacinas de alta eficácia em um curtíssimo intervalo de tempo, algo sem precedentes na medicina.

Também foram observadas rápidas melhorias nas ferramentas de comunicação digital, que permitiram o uso ampliado e intensivo da telemedicina e de recursos de saúde digital, fundamentais no cuidado de milhões de pacientes no mundo todo, especialmente durante os meses mais críticos da pandemia.

“Se focarmos apenas nesses dois exemplos, podemos ver que os benefícios são muito evidentes para toda a sociedade, seja em relação à vacinação em massa, que, sem dúvida, nenhuma está mudando a trajetória da pandemia no Brasil e em vários países do mundo, seja em relação à ampla utilização da telemedicina e dos recursos de saúde digital, que tem trazido inequívocos benefícios a pacientes e médicos”, observa Edgar Gil Rizzatti, diretor-executivo médico técnico e de Negócios B2B do Grupo Fleury, que vai participar do Painel Nacional Cbexs & Interfarma, no dia 12 de novembro, a partir das 9h, último dia da 3ª edição do Global Summit Telemedicine & Digital Health, que será de 9 a 12 de novembro, em formato virtual.

Rizzatti explica que o uso cada vez mais intensivo de dados e de recursos de inteligência artificial (IA) na saúde também merece ser destacado, e que os desafios ficam principalmente em garantir acesso e equidade no uso desses recursos e tecnologias, especialmente para a parcela da população menos favorecida do ponto de vista socioeconômico.

“O tema IA está muito presente na mídia atualmente, principalmente no que se refere a suas aplicações em saúde. Mas da forma como esse tema é abordado, muitas vezes ficamos com a impressão de que é algo mais distante, que estará presente apenas no nosso futuro”, observa Rizzatti, que fará palestra “Aplicações e benefícios da inteligência artificial na medicina e na gestão de saúde” no Global Summit.

“Quero mostrar como a IA já está beneficiando pacientes e médicos em nosso dia a dia, tanto em telemedicina e saúde digital, quanto em áreas como medicina de precisão e personalizada, medicina diagnóstica, métodos de imagem e em gestão de saúde, neste caso principalmente na melhoria da experiência dos pacientes. Pretendo debater essas situações de uma forma prática, trazendo exemplos do cotidiano das nossas empresas, para enfatizar a importância de criarmos uma cultura de dados nas organizações de saúde e mostrar que aplicações de inteligência artificial podem fazer parte da realidade de qualquer empresa de saúde no Brasil, pequena ou grande, pois muitas delas já têm papel importante no que fazemos atualmente, com impactos muito positivos em qualidade, eficiência e segurança do paciente”, destaca o diretor-executivo médico técnico do Grupo Fleury.

Francisco Balestrin, presidente do Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (Cbexs), que também irá participar do Painel Nacional Cbexs & Interfarma, com a palestra “Lideranças na saúde digita”, concorda com Rizzatti e afirma que o uso da tecnologia e da inovação no setor da saúde teve um grande avanço com a emergência em saúde pública devido ao novo coronavírus.

“A pandemia ‘startou’ todo segmento de saúde, trazendo inúmeros benefícios para os cuidados com os pacientes, como maior acessibilidade e velocidade no atendimento ao paciente. É uma nova era de avanço digital e as lideranças do setor precisam estar preparadas para essa nova realidade”, alerta Balestrin.

Completam o Painel Nacional Cbexs & Interfarma: Eduardo Cordioli, gerente médico Telemedicina do Hospital Israelense Albert Einstein, que vai falar sobre “’Clinical Trials’ em casa: futuro da pesquisa clínica usando a telemedicina”; e Larissa Eloi, general manager do Cbexs, que vai apresentar o “Perfil do executivo da saúde – Atlas Cbexs”.

Papel fundamental

Na visão de Rizzatti, a telemedicina e a saúde digital têm papel fundamental para ampliar o acesso e garantir a equidade no uso de recursos do sistema de saúde, especialmente em países com dimensões continentais, como o Brasil, e em cidades com desafios de mobilidade, como as nossas grandes capitais.

“Por melhorar a eficiência e ampliar enormemente a possibilidade de uso de recursos muitas vezes escassos, quebrando barreiras geográficas e oferecendo grande conveniência aos pacientes, a telemedicina e a saúde digital terão papel crescente e cada vez mais relevante em nosso ecossistema de saúde”, garante o médico.

Para Balestrin, a relevância do atendimento remoto, da telessaúde e da saúde digital para o ecossistema da saúde está na reduz de custos, na rapidez do atendimento ao paciente e na precisão do cuidado que essas práticas proporcionam.

“Por isso, é a importante participar do Global Summit, para disseminar conhecimento e destacar o valor e a relevância dessa nova realidade a todo setor da saúde”, ressalta o Presidente do Cbexs.

Edgar Rizzatti aponta que o Global Summit Telemedicine oferece uma oportunidade ímpar para a atualização dos profissionais que atuam nesta área ou se interessam por esses importantes temas. Por ser um fórum bastante abrangente, na opinião do médico, contribui para a estabilização das importantes conquistas que esta área do conhecimento vem tendo ao longo da pandemia, inclusive do ponto de vista regulatório.

“Além disso, possibilita o contato com o estado da arte no uso desses recursos no mundo todo, oferecendo um benchmarking muito relevante para nós, no Brasil. Da mesma forma, o evento permite ótimas oportunidades de ampliarmos a nossa rede de contatos com profissionais do país e do exterior, algo que, como sabemos, por expandir as possibilidades de colaboração e geração de novos conhecimentos tem grande importância para a evolução de qualquer especialidade médica”, finaliza.

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