Sucesso do 3º Global Summit confirma o evento como o mais relevante da América Latina em saúde digital

Artigo Sucesso do 3º Global Summit confirma o evento como o mais relevante da América Latina  em saúde digital
Data:

20/12/2021

Edição de 2021 apontou a importância da telemedicina para o acesso à assistência à saúde e como as novas tecnologia podem auxiliar neste processo

Com quatro dias de duração, de 9 a 12 de novembro, a 3ª edição do Global Summit Telemedicine & Digital Health (GS 2021), realizado pela Associação Paulista de Medicina (APM), em parceria com o Transamerica Expo Center, reuniu especialistas internacionais e nacionais para debater as tendências da transformação digital que estão mudando o cenário mundial de cuidados com a saúde.

Mais de 2 mil congressistas de 18 países, de quatro continentes (África, América, Ásia e Europa)¸ e de 24 estados brasileiros, tiveram a oportunidade de discutir e trocar experiências e informações sobre a diversidade de temas que evolve todo o ecossistema da saúde digital, telemedicina e telessaúde. Participaram médicos de várias especialidades; gestores de clínicas, hospitais, empresas e organizações; profissionais de saúde, de tecnologia da informação (TI) e do direito; investidores; operadoras de saúde e fornecedores do setor; entidades;indústria; academia; governo e órgãos públicos,

Com uma programação focada em conteúdo, experiências e negócios, o GS 2021, assim como em 2020, foi realizado em formato 100% digital, devido à pandemia de Covid-19, em uma plataforma totalmente customizada. O evento contou com cerca de 200 palestrantes de 18 países, das Américas, Ásia e Europa, que trouxeram à tona diversos aspectos da nova era da saúde digital no Brasil e no mundo e lançaram luz sobre as novas tecnologias associadas à medicina.   

O resultado foi 95 sessões entre  palestras, painéis e conferências nacionais  e internacionais, que deram origem a um conteúdo rico, com mais de 100 horas de informação, conhecimento e visões sobre o ecossistema de saúde digital.

“Nesta edição do Global Summit, foi possível o compartilhamento dos conhecimentos e visões do presente e do futuro da saúde digital, através do olhar de especialistas de várias partes do mundo e do Brasil. O nível das apresentações e das discussões foi altíssimo, assim como a troca de informações, de experiências e a oportunidade de fazer networking. Novamente, o GS foi um evento catalisador, que envolveu os principais players e stakeholders do ecossistema da saúde digital, confirmando sua relevância como o mais relevante da América Latina”, destaca Jefferson Gomes Fernandes, neurologista e presidente do Conselho Científico do Global Summit Telemedicine & Digital Health.

Ele explica que o conhecimento e a prática de todas as profissões envolvidas com a área da saúde estão em constante evolução. As inovações tecnológicas trazem enormes desafios aos profissionais, aos sistemas e serviços de saúde, principalmente no que se refere ao seu uso de forma responsável, segura e eficiente. Acessar esses conhecimentos e discutir sua prática são essenciais.

“A edição 2021 do GS proporcionou um rico debate em torno das experiências e desafios da saúde digital, incluindo a telemedicina e a telessaúde. A pandemia do novo coronavírus desencadeou um crescimento exponencial destas áreas, globalmente, mostrando que é preciso agilidade no desenvolvimento de soluções e de serviços digitais que atendam às necessidades de saúde das pessoas, neste novo mundo em que estamos vivendo”, aponta Fernandes.

Na opinião do presidente do Conselho Científico, o Global Summit serviu para mostrar o que já vinha sendo sentido pelo setor: que a telemedicina e a telessaúde, autorizadas, em todas suas modalidades, pela lei nº 13.989/2020, está crescendo de forma impressionante no Brasil, transformando a área da saúde. Os benefícios que elas estão trazendo indicam que não se pode mais retroceder.

Para tanto, Fernandes defende a criação de uma legislação e regulamentação para que a prática da telemedicina e da telessaúde se torne definitiva, como forma de preservar seus benefícios para as pessoas, como as evidências científicas e do mundo real já comprovaram.

“É importante discutir a regulamentação e a legislação para estes métodos de cuidados às pessoas no Brasil, visto que sua prática, neste período de pandemia, mostrou seu potencial e aceitação tanto pelos profissionais da saúde como pelos pacientes. O Congresso Nacional vem discutindo um projeto de lei que torne definitiva a prática destas modalidades de atendimento. É extremamente necessário termos um arcabouço legal que traga segurança à sua prática, de forma ética, segura e com qualidade, para médicos, profissionais da saúde e pacientes. Além disso, esta segurança jurídica permitirá uma expansão importante do mercado de saúde digital, atraindo investimentos internacionais e permitindo o surgimento e o crescimento de empresas nacionais”, ressalta Fernandes.

Outro ponto que permeou as discussões no evento foi como as inovações, principalmente a inteligência artificial (IA), podem e estão auxiliando no modelo assistencial da prestação dos serviços de saúde.

Na opinião do neurologista, a IA vai trazer grandes soluções ao sistema de saúde, mas hoje é importante se conhecer os limites que ainda existem dessa tecnologia.

“Os médicos e os profissionais de saúde precisam entender até onde e como pode-se usar a IA, desenvolvendo um senso crítico com relação à sua aplicação no dia a dia. Temos ainda um longo caminho, mas é importante saber se soluções com esta tecnologia e outras inovações entregam o que prometem, auxiliar no diagnóstico; se foram feitos estudos clínicos que mostram a acurácia;  e qual a margem de erro. A inteligência aumentada — termo que prefiro —  é o médico usando a solução como apoio ao diagnóstico e à sua decisão terapêutica. A IA já auxilia muito em processos de gestão e em tarefas automáticas, com todo o controle. Com isso, os médicos têm mais tempo para a sua atividade principal, que é o cuidado de seus pacientes”. observa Fernandes.

Com o sucesso da 3ª edição do Global Summit, os planos de realização do evento no ano que vem já começaram. De acordo com Fernandes, a proposta é que em 2022 o GS seja híbrido, ou seja, presencial, mas com a possibilidade de participação virtual, para ampliar os debates e facilitar a participação de palestrantes e congressistas internacionais e de lugares mais distantes de São Paulo, onde o encontro é sediado, para debater as tendências e a evolução da telemedicina, da telessaúde e da saúde digital.

“Queremos atrair mais pessoas para discutir os caminhos da transformação digital em saúde no Brasil”, afirma Fernandes.

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