Tecnologia e inovação colaboram para entregar valor ao paciente e à cadeia da saúde

Artigo Tecnologia e inovação colaboram para entregar valor ao paciente e à cadeia da saúde
Data:

22/10/2021

Telessaúde aumenta satisfação do usuário e diminui a desigualdade na oferta de atendimento no país

A tecnologia e a inovação são fundamentais em todas as áreas, especialmente na medicina. Novos medicamentos, novos equipamentos e novas soluções melhoram a qualidade de vida dos pacientes, os tratamentos e os desfechos dos casos.

No campo da gestão, a tecnologia e inovação são essenciais para otimizar recursos e reduzir desperdícios, imprimindo maior eficiência a todo o sistema. É o caso de recursos como inteligência artificial e big data, por exemplo, que ajudam a predizer os resultados assistenciais e preparar as operadoras para uma gestão mais assertiva.

“Os avanços da tecnologia e da inovação colaboram para entregar valor ao paciente e para toda a cadeia da saúde”, afirma Vera Valente, diretora-executiva da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), que fará a palestra “Propostas para levar mais saúde a mais brasileiros”, no Painel FenaSaúde e Unidas, no dia 11 de novembro, às 9h, na 3ª edição do Global Summit Telemedicine & Digital Health.

Para ela, os benefícios das novas tecnologias são inúmeros e contemplam desde diagnósticos mais precisos até tratamentos mais eficazes, que se revertem em mais saúde para todos.

No entanto, a especialista comenta que é importante observar que a tecnologia e a inovação em saúde representam custos.

“Boa parte da inflação médica, que é maior que a inflação geral de preços, decorre da incorporação dos avanços da medicina. Essa conta no final é paga pelos consumidores”, alerta Vera.

O maior desafio, na opinião da diretora-executiva da FenaSaúde, é imprimir racionalidade à incorporação de novas tecnologias, para quem o processo tem de ser feito cercado de todos os cuidados.

“A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tem papel relevante neste processo. Por meio da ATS (Avaliação de Tecnologias em Saúde), o regulador avalia que tecnologias devem ser incorporadas ao sistema, balizando benefícios para os pacientes e o custo efetividade, em um processo transparente e que envolve toda a sociedade por meio consultas públicas. No caso da saúde suplementar, a ATS no âmbito da ANS, deve ser preservada, respeitada e fortalecida, algo para que os trabalhos de revisão do marco regulatório pelo Congresso Nacional devem observar com atenção”, explica Vera.

Mas é importante ressaltar que na saúde suplementar o mutualismo rege os contratos. Todos os custos são repartidos entre todos os beneficiários. Todos pagam a conta pelo uso do sistema.

“Por isso, é fundamental preservar os mecanismos de controle e análise da ATS. Somos favoráveis às novas tecnologias. Mas elas devem de fato promover melhores resultados e apresentar custos compatíveis com a capacidade de pagamento dos beneficiários”, observa a especialista.

A presidente da FenaSaúde lembra que os gestores lidam com o desafio de combinar saúde digital e inovadora com controle de custos e que o debate é essencial para encontrar o ponto certo de sustentabilidade para todo o sistema, gerando benefícios para pacientes, prestadores e operadoras.  

“A troca de ideias com as lideranças da cadeia da saúde é que vai apontar os caminhos para oferecermos as melhores soluções para os mais de 48 milhões de beneficiários da saúde suplementar no país”, aponta Vera.

Também participarão do Painel FenaSaúde e Unidas: Anderson Mendes, presidente da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), que vai falar sobre os “Desafios da inovação na saúde corporativa no Brasil”; Clovis Costa, presidente da Cassi, que vai apresentar “A experiência da telemedicina em um plano de saúde – case Cassi”; e João Alceu Amoroso Lima, presidente da FenaSaúde, que vai bordar “Os impactos da pandemia sobre o setor de saúde suplementar”.

Mais saúde à população

Há um consenso em todo setor da saúde que a telemedicina, a telessaúde e saúde digital ampliaram o atendimento à população durante a pandemia de Covid-19.

Vera explica que a saúde suplementar e, consequentemente, os seus beneficiários, entenderam a importância dessas práticas.

“Os pacientes perceberam que conseguem ter um atendimento de qualidade, mesmo não estando fisicamente em um consultório médico ou hospital”, afirma a especialista. 

Levantamento feito pela FenaSaúde mostrou que, entre março de 2020 e junho deste ano, foram realizados 3,1 milhões de atendimentos de telessaúde no país.

“Essas consultas garantiram mais acesso à saúde para os beneficiários e evitaram o risco de contaminação pelo novo coronavírus numa ida ao hospital ou clínica”, aponta Vera.

De acordo com o estudo, 60% dos atendimentos foram para urgências e 40% para casos eletivos. Mais de 80% dos pacientes tiveram suas necessidades atendidas de forma remota. A satisfação dos clientes ficou entre 75% e 94%, dependendo da operadora. Antes da pandemia de Covid-19, praticamente não ocorriam consultas remotas.

Outra vantagem da telessaúde é que ela diminui a desigualdade na oferta de atendimento no país, já que 53,2% dos médicos estão na Região Sudeste, ante 18,4% no Nordeste, 15,3% no Sul, 8,5% no Centro-Oeste e apenas 4,5% na Região Norte. Ou seja, a telessaúde ajuda a reduzir esse desequilíbrio.

“Por tudo isso, é muito importante que se promova o debate com todos os players da cadeia da saúde e o Global Summit, com todo a sua expertise, é a oportunidade de qualificar esse debate tão relevante para o setor. Estou entusiasmada em participar desta discussão que é do interesse de todos”, diz Vera.

Confira a programação completa da 3ª edição do Global Summit Telemedicine & Digital Health no site do evento e faça a sua inscrição.

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