Tendência é trabalhar com a mentalidade da convergência a partir das tecnologias para oferecer um atendimento integral

Artigo Tendência é trabalhar com a mentalidade da convergência a partir das tecnologias para oferecer um atendimento integral
Data:

09/11/2021

Uso das ferramentas digitais permite interação mais rápida entre pacientes e profissionais de saúde, além de levar melhor assistência e criar um plano de equidade

As grandes transformações que a tecnologia trouxe para a prática assistencial estiveram em foco nas palestras do período da tarde na sala 1 do Global Summit Telemedicine & Digital Health (GS) 2021, dando continuidade à extensa programação do evento, que começou nesta manhã com várias apresentações internacionais.

“Saúde no Mundo Digital” foi o tema abordado por Claudio Lottenberg, presidente do Conselho do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Ele explicou que o modelo clássico prevê a medicina na fase do tratamento e diagnóstico, da reabilitação e da prevenção. Seguindo as exigências dos pacientes, atualmente, tratar de saúde significa interagir em um âmbito mais amplo, incluindo nutrição, odontologia e até o conceito das cidades sustentáveis. E tudo isso trazendo a saúde para um ambiente de relacionamento bastante significativo no cotidiano de todos. 

Saindo do padrão hospitalocêntrico, os novos modelos de interface incluem as plataformas digitais, com a gestão integrada das práticas assistenciais, os equipamentos médicos , a utilização do big data e dos analytics, entre outros, que fortalecem o conceito da medicina automatizada e da inteligência artificial. “As plataformas digitais conectam quem produz e quem consome, muito além de compra e venda. Elas devem ser vistas também como formas de educação, o que é fundamental no contexto da saúde”, explicou. 

Segundo Lottenberg, a atividade médica sofrerá uma transformação. O médico sempre terá o papel decisivo, de liderança, mas suas funções vão mudando durante o tempo, e a pandemia acelerou esse processo. “O uso das ferramentas digitais permitirá uma interação de maneira mais rápida entre médico e paciente, além de levar melhor assistência a lugares que não tem acesso, criando um plano de equidade”, afirmou.

No entanto, a telemedicina não é suficiente para resolver todas as questões assistenciais integralmente, embora consiga direcionar o paciente corretamente. Cada especialidade médica tem natureza, interface e metodologia diferentes. “Ao tratar a medicina de uma forma generalizada, cometendo um equívoco. A tecnologia tem um papel contributivo, mas não é resposta para todos os males. A mudança virá gradualmente. Os hospitais não perderão seu papel, mas serão formados ecossistemas de saúde, tendo sempre o paciente no centro da atenção”, ressaltou.

Para o presidente do Conselho do HIAE, existe uma necessidade de os profissionais de saúde redesenharem a forma de se relacionar com o paciente na assistência à saúde. “Não perderemos a prática assistencial, não vamos diminuir a relação médico- paciente, não diminuiremos o protagonismo da saúde enquanto médicos, mas trabalharemos na mentalidade da convergência, que se faz com a integração entre profissionais com expertises complementares, permitindo que essas relações aconteçam de maneira mais integral com suporte do mundo digital”, destacou. 

Também tratou do assunto Marco Antunes, vice-presidente  de Operação, Digital e Inovação da SulAmérica, discorrendo sobre “Transformação digital após mais de um ano de pandemia”, durante o  Painel SulAmérica, que ocorreu na mesma sala. Segundo ele, a pandemia só acelerou o uso da tecnologia em saúde. E o 5G transformará ainda mais os processos.

É preciso sair da zona de conforto para investir em inovação. “A discussão da transformação digital não deve ser considerada do ponto de vista de criar obstáculos. Precisamos construir esse modelo para que todos os participantes da cadeia da saúde ganhem com isso, principalmente o cliente”, disse. 

Soluções 

O cirurgião torácico Ricardo Sales dos Santos, do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), palestrou sobre “Inteligência Artificial na Prevenção e Detecção Precoce do Câncer de Pulmão”, dentro do painel AstraZeneca. 

Ele apresentou como a inteligência artificial busca caminhos para imitar o funcionamento dos neurônios humanos em máquinas. De acordo com alguns estudos, inclusive realizados com o apoio da AstraZeneca, Santos mostrou que a IA pode alterar as abordagens de triagem, diagnóstico e gerenciamento de saúde, com potencial para analisar dados não estruturados de big data. “É preciso aprender com os erros e tirar conclusões relevantes que podem ser uma ajuda valiosa na tomada de decisão.”

Já o Painel DOC24 teve como assunto as “Novas tendências para construção de um ecossistema de saúde centrado no paciente”, com palestra de Pablo Utrera, CEO da DOC24, especializada em telemedicina. “Independentemente do cenário de pandemia, o fato é que a telemedicina facilita o dia a dia de todos, descongestionando as salas de espera e proporcionando conforto aos usuários através da implementação de protocolos modernos de atendimento à saúde.”

Quando se fala na América Latina, por exemplo, estima-se que cerca de 150 milhões de pessoas não têm acesso a serviços básicos de saúde, seja por motivos geográficos ou econômicos. A telemedicina é um serviço capaz de contribuir muito para reduzir esse déficit, gerando um impacto social altamente positivo.

Hoje existem diversas soluções capazes de suprir o ecossistema de saúde digital em várias áreas, como bem-estar, prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidados domiciliares. Vale destacar ainda que em mais de 90% dos casos, as demandas dos pacientes foram resolvidas sem a necessidade de uma consulta presencial. A DOC24 oferece soluções para cada etapa do cuidado de saúde, como WellnessTest, Consultórios Inteligentes, Plataforma de Teleconsultas e Plataforma de Telereabilitação.

O Global Summit é promovido pela Associação Paulista de Medicina (APM), em parceria com o Transamerica Expo Center.

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