Transformação digital: o que podemos aprender com as soluções desenvolvidas no Reino Unido?

Artigo Transformação digital: o que podemos aprender com as soluções desenvolvidas no Reino Unido?
Data:

12/11/2021

Direto de Londres, as principais referências no assunto marcaram presença no último dia de Global Summit 2021 e apresentaram ao público como Londres se tornou vitrine em saúde digital para o mundo

 O último dia de Global Summit Telemedicine e Digital Healt reservou ao público um momento de troca de conhecimento. 

Direto de Londres, o painel internacional “Transformação Digital no Reino Unido” reuniu quatro dos principais nomes da transformação digital no mundo: Rachel Murphy, Chief Executive Difrent, Sultan Mahmud, Director, Health, British Telecom Lecture, Yara Safi, International Accounts Director, Intouch with Health e Iain O’Neil, Director, Digital Transformation, NHSX. Em pauta: como o Reino Unido se tornou vitrine global em saúde digital e o que os países emergentes, como o Brasil, devem fazer para seguir os exemplos da terra da rainha. 

A importância de manter os pacientes no centro das estratégias de transformação pautou a participação de Rachel Murphy, Chief Executive Difrent United Kingdom. A speaker falou da trajetória para estruturar uma plataforma funcional e intuitiva centrada no usuário durante a pandemia. “Toda essa construção começou com uma pesquisa de mercado para entender que sistemas virtuais estavam disponíveis naquele momento para oferecer medicina de qualidade e vimos que usuários de saúde têm necessidades muito específicas e isso foi fundamental para buscarmos junto a NHS um perfil atualizado dos clientes e que respostas eles precisavam. Assim, conseguimos desenvolver um ambiente virtual que hoje soma mais de 7 milhões de downloads na loja da Apple”. 

Com as pessoas cada vez mais ativas no ambiente virtual é fundamental fazer com que os usuários tenham experiências positivas, por isso deve-se oferecer uma jornada de atenção e cuidado completa, desde o início do atendimento até o final da assistência, explicou a especialista. “Isso é gerar valor e entrega. Consolida a relação de confiança”.

 As perspectivas do setor e a relevância do mercado digital também estiveram no cerne dos debates e sob a ótica do Professor Sultan Mahmud, Director, Health, British Telecom, o público teve a oportunidade de entender melhor as complexidades do setor e principalmente, entender de que forma as tecnologias impulsionam a medicina de excelência, proporcionando ganhos à toda a cadeia produtiva. “Assim como o sistema brasileiro de saúde, o nosso NHS permite acesso gratuito aos serviços de saúde do país. Mas, de fato, nossas experiências mostram que quando se trata de saúde, todos aprendemos uns com os outros, com problemas diferentes.

 Segundo o especialista, para impulsionar transformação digital é fundamental ter mão-de-obra qualificada. “Estamos vivendo a 4ª revolução industrial, mas a verdade é que o sistema de saúde ainda está atrasado em 10 anos e isto significa que é urgente promover uma mudança global na nossa forma de entregar saúde e isso passa impreterivelmente por ter profissionais de ponta alta performance em tecnologia. Assim, superamos os desafios, fortalecemos a assistência à saúde e impulsionamos o ecossistema digital de forma consistente”, observou. 

O crescimento das consultas virtuais também figurou entre os assuntos em discussão e deu a Pete Beamount, Diretor Comercial da NHS, a chance de mostrar ao público como as consultas são efetivas no tratamento de pacientes e aperfeiçoam a jornada de cuidados, além de fortalecer a relação de confiança médico – paciente. Além disso, o especialista explanou ainda como a plataforma Intouch and Healt, desenvolvido no Reino Unido, impulsiona o fluxo ambulatorial e torna a vida digital mais facilitada possível. “Com o aprimoramento do manejo de dados hospitalares e sistemas integrados, facilitamos a atuação de médicos e melhoramos a experiência dos pacientes” afirmou. 

Segundo o speaker, as consultas virtuais aumentam a eficiência clínica e resultam em uma economia média da 4 minutos no atendimento, reduzindo a pressão nos hospitais e impactando diretamente e positivamente no desempenho financeiro das organizações. “Além de contribuir para que as pessoas reduzam seus custos com a saúde”, finalizou. 

Abordando a tecnologia como agente principal das práticas de saúde, Iain O’Neil, Director Digital Transformation destacou a relevância de desenhar novos sistemas e implementar soluções inovadoras para otimizar os cuidados dos pacientes. 

O speaker destacou os recursos e serviços que podem ajudar a proporcionar assistência integral e qualidade de vida da população, mesmo em cenários adversos, como o da pandemia, lançando luz às inciativas abraçadas pela National Health and Service (NHS) – é o maior sistema público de saúde e o mais antigo do mundo – durante a crise sanitária. “Naquele momento vimos como a tecnologia nunca havia sido importante para fornecer uma das coisas mais essenciais da vida – a capacidade de nos comunicarmos com as pessoas, independentemente de onde elas estejam”.  

“O sistema de saúde dispõe de diferentes níveis de prontidão e é preciso observar que metodologias de inovação atendem aquelas peculiaridades. Apenas ter uma boa ideia não é suficiente. Entregar saúde de valor passa por descobertas, aprendizados e se não houver profundidade, as necessidades organizacionais e individuais não serão atendidas”, conclui.

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